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domingo, 9 de março de 2014

Segundo Reinado: transformações econômicas; imigração; abolicionismo; crise monárquica e proclamação da república

Segundo Reinado – Economia

- A estabilidade política advinda com o governo imperial de dom Pedro 2º. foi amplamente favorecida pelas altas taxas nas exportações do café. A expansão da lavoura cafeeira a partir da segunda metade do século 19 deu novo impulso a economia agro exportadora, baseada no latifúndio e inicialmente no trabalho escravo, trazendo prosperidade econômica ao país e favorecendo a consolidação dos interesses dos grandes proprietários rurais.
- Para reflexão: por que as riquezas advindas da cafeicultura não favoreceram a industrialização do Brasil?
- A dependência da venda de único produto no mercado externo colocou o Brasil numa posição extremamente frágil / qualquer sinal de crise a economia brasileira ficaria estagnada / o que acontece em 1929 com a queda da Bolsa de Nova York.
- A produção em larga escala do café começou no Rio de Janeiro, a partir de 1830. Em seguida, as plantações se alastraram para o vale do rio Paraíba, a partir daí a produção voltou-se para exportação. Por volta de 1850, a lavoura cafeeira se expandiu para o Oeste paulista, favorecida pelas condições propícias do solo para o cultivo do café.
- A economia cafeeira proporcionou para o Brasil a urbanização, desenvolvimento e modernização de vários setores da economia (bancos, comércio, portos) dependentes das exportações do café.
Tarifa Alves Branco (1844) – objetivo aumentar os impostos sobre os produtos importados para sanear as finanças do governo / essa lei – protecionista – serviu de estímulo para aumentar a industrialização brasileira / esse surto industrial favoreceu os negócios do Barão de Mauá – Irineu Evangelista, que entrou em falência depois da economia nacional se reequilibrar com as exportações do café porque não era interesse do governo favorecer a industrialização no momento em que o Brasil era o maior produtor de café do mundo


 Segundo Reinado – problemas com a mão-de-obra
- DECLÍNIO DA ESCRAVIDÃO / Por quê?  Capitalismo internacional defende o liberalismo, portanto criticava o pacto colonial e a escravidão – objetivo: ampliação do mercado consumidor e liberdade comércio.
- pressão inglesa: a Inglaterra procurou combater por todos os meios o uso e o comércio de escravos no mundo; motivos: interesse dos industriais ingleses em aumentar o consumo dos seus produtos (mercado consumidor) /// desvantagem em concorrer com países escravistas, pois suas colônias já utilizavam mão-de-obra livre /// Interesse em manter os africanos em seu continente para formar mão-de-obra barata na exploração de recursos naturais africanos e mercado consumidor
- para reconhecer a independência do Brasil, o governo inglês exigiu o fim do trafico de escravo ate 1830 / lei caiu no esquecimento.
- 1845 – “Bill Aberdeen” – marinha inglesa prenderia navios que fossem capturados traficando escravos.
- 1850 – “Lei Eusébio  de Queiros” – governo do Brasil proíbe trafico de escravos.
- conseqüências do fim do tráfico de escravos para o Brasil = alta dos preços dos escravos /// liberação de capitais que foram investidos em outros setores da economia

INTRODUÇÃO DO TRABALHO LIVRE
- Estados nordestinos vendem seus escravos / apóiam abolição.
- elites não utilizam homens livres não proprietários como assalariados / motivos: preconceitos e teriam que pagar maiores salários
- solução: vindas de europeus / principalmente a partir de 1840 / situação da Europa: desemprego, miséria, guerras, camponeses são expulsos do campo / imigrantes esperavam conseguir terras e serem proprietários.
Sistema de parceria: os fazendeiros comprometiam-se em adiantar o dinheiro para as despesas com as passagens e acomodação dos imigrantes nas fazendas / o lucro com o café seria repartido entre o imigrante e o dono da fazenda / problemas: o imigrante não conseguia pagar a divida contraída / o lucro não era dividido corretamente / o cafeicultor os tratavam como escravos / houve revoltas dos imigrantes = fracasso da parceria.
- Imigração subsidiada pelo governo brasileiro (1870): o governo arcava com as despesas para vinda do imigrante.

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA – abolição gradual – governo Imperial tentou agradar a todos os setores sociais realizando a abolição de forma lenta.
- nova mentalidade / por que ? / decadência dos Barões do Café (do Vale do Paraíba = base do governo) / exército (pós-guerra do Paraguai) + classe média (caifazes) + estados nordestinos = abolicionistas /// clubes abolicionistas = pressão para aprovação de leis /// caifazes “fora da lei” = luta junto com escravos /// nenhum grupo defendia igualdade social ou qualquer tipo de indenização com reforma agrária, por exemplo,  eram bem intencionados, apenas isto.
- escravos também lutaram / negociação com senhores / se houvesse fracasso nas negociações: assassinatos, fugas (quilombos), suicídios coletivos, resistência passiva, incendiavam as plantações
Leis abolicionistas
Lei Eusébio de Queiros – fim tráfico para o Brasil
Lei Ventre Livre
Lei que proibiu o tráfico interprovincial
Lei contra castigos físicos
Lei do Sexagenário (“gargalhada nacional”)
                Lei Áurea (13 de maio 1888) sem nenhum tipo de indenização foram libertos os escravos no Brasil...
- a aristocracia escravista fluminense e vale-paraibana, em ruína, culpa o governo imperial pela sua situação e opõe-se a ele.

Crise Monárquica e movimento republicano
1 . Conceito de República
- em lugar de um Estado centralizado na figura do imperador a “coisa pública” (significado latino da palavra república), deveria ser governada por um presidente eleito democraticamente, representante da maioria do povo ///  o projeto de uma República com ampla participação popular NÃO de certo / prevaleceu uma República federalista e conservadora ///  federalistas porque as províncias se transformavam em estados e ganhavam autonomia jurídica (teriam leis próprias), fiscal (podiam cobrar impostos regionais) e militar (direito de organizar tropas locais) ///  conservadora porque o Brasil continuou a ser um país voltado para a agricultura e dependente dos mercados e dos capitais externos /// a monarquia caiu, mas a população continuou marginalizada.
-  um conjunto de mudanças ocorridas na sociedade (classe média, operariado, burguesia) e na economia (bancos, fábricas) do Império, a partir da metade do século XIX, propiciou o aparecimento de novos grupos sociais interessados em participar da vida política do país ///  o império, além de não atender os interesses políticos desses novos grupos, não conseguia também resolver a questão da escravidão.

2 . As transformações socioeconômicas e políticas do Segundo Reinado
- o trem foi ao interior buscar café e levar progresso (vilas / cidades) ///  cidade de São Paulo: tornou-se maior, mais moderna e mais habitada / jornais  bondes / iluminação publica (lampiões a gás) / 1870: 30 mil habitantes – 1900: 240 mil / bancos, lojas de comercio, escritórios, varias fabricas (estrangeiros trabalhando em sua maioria) / palacetes da Av. Paulista (residências dos barões de café) ///  para o surgimento de indústria, bancos e outros negócios urbanos foi preciso muito capital / esse dinheiro veio de 3 fontes principais:  lucro do café;  protecionismo alfandegário (taxas altas para importados);  proibição do tráfico (1850) libera capital /// Em 1889, o país possuía a 636 industriais.
- presença de uma camada média urbana (funcionários públicos, médicos, engenheiros, comerciantes e outros) especialmente os profissionais liberais e os militares, todos ansiavam participar das decisões políticas do país ///  operários e industriais /os trabalhadores explorados estavam desejosos por mudanças pois não havia leis trabalho ou qualquer tipo de preocupação do governo ///  o posicionamento dos cafeicultores e seu apoio cada vez mais intenso ao projeto republicano foram decisivos para viabilizar a proclamação da República
- no RJ foi publicado o “Manifesto Republicano” (documento que fazia críticas  a monarquia e exaltava benefícios da República) ///  o Partido Republicano P.R. esta presente em todas províncias, porém tem mais força RJ SP MG e RS ///  em 1872 foi fundado em SP o PR Paulista (PRP); defendiam: urbanismo, republica, abolição da escravidão.
- o PR dividia-se em 2 correntes: evolucionistas – transição pacifica, sem radicalismo, sem participação popular / revolucionários – defendiam movimento armado para implantação do governo republicano, prevaleceu esse setor o moderno.

3 .  O enfraquecimento do Império
-  D. Pedro II estava velho e doente / se ele morresse o trono ficaria para a Princesa Isabel e seu marido, Gastão de Orleans, o Conde D´Eu / Este conde francês era malvisto pelos brasileiros / opositores a monarquia: “Precisamos livrar a nossa pátria do perigo do Terceiro Reinado.”
- problemas com a aristocracia escravista:  muitos fazendeiros se colocaram contra a monarquia depois da Lei Áurea / esses proprietários (Os Barões) sentiram-se prejudicados por ter de libertar seus escravos sem receber nenhum dinheiro em troca do governo (indenizações) ///  alguns deles passam a apoiar o PR (14 de maio) ///  os Barões do Café eram a base de apoio do governo império.
- atritos com a Igreja:  a Igreja Católica no Brasil era dominada, recebia “ordens do governo imperial”/  em 1864 o papa Pio IX, proibiu qualquer ligação entre a Igreja e a Maçonaria / inicialmente essa ordem não teve repercussões / no Brasil havia muitos maçons, a inclusive o próprio D. Pedro II / em 1872, os bispos de Olinda e Belém acataram a ordem do papa, mandando fechar as igrejas de sua diocese que se recusassem a afastar os membros maçons / D. Pedro determinou a revogação dessas medidas / os bispos se recusavam em atende-lo / são presos, julgados e condenados a pena de 4 anos / porem o imperador concede perdão (anistia) / resultados: clero sente-se afrontado e recebe o apoio da população; os jornais opositores aproveitam-se do fato.
- o  Exército: inicialmente o exército era formado em sua maioria por pessoas humildes ///  na Guerra do Paraguai: os “voluntários da pátria” – adesão de milhares de soldados brancos da classe média e escravos /// após a Guerra do Paraguai – o exército se tornou mais atraente para jovem da classe média, pois ser militar era uma opção para ascensão social /// o exército adquiriu consciência da importância da corporação / mais organizado e disciplinado sob influência do POSITIVISMO impuseram nova postura: defensor do abolicionismo e do republicanismo (sentiam-se melhores preparados / “ideal de Salvação Nacional” – SALVACIONISMO).
- novas ideias:  POSITIVISMO = idéias aceitas pelo exército – o progresso deveria ser alcançado a qualquer custo mas sempre dentro da ordem, da o papel do governo controlado pelos militares: um grande centralizador ///  SALVACIONISMO = é a ideia de que apenas os militares poderiam salvar a pátria das mãos corruptas dos civis.
- os oficiais do Exercito, revoltados com as punições que recebiam do governo monárquico, por manifestarem suas opiniões em jornais, aproximavam-se dos ideais republicanos.

- em 15  de novembro de 1889 o marechal Deodoro da Fonseca mobilizou as tropas do RJ e ordenou que D. Pedro II partisse do Brasil / e o povo  a instauração da republica no Brasil não contou com apoio popular – foi um arranjamento político dos militares e da elite cafeeira.

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