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sábado, 22 de março de 2014

Atividades de História sobre Economia açucareira na América Portuguesa e Absolutismo. 7th grade


Atividades de História sobre Economia açucareira na América Portuguesa e Absolutismo. 
7th grade
Complete com V para verdadeiro e F para falso:
I . Os portugueses concentraram seus esforços para a colônia se transformar num grande produtor de açúcar de modo a abastecer a demanda do mercado internacional e beneficiar-se dos lucros de sua comercialização. V (     )    F  (    )
II . Os portugueses possuíam experiência e tinham sido bem-sucedidos no cultivo da cana-de-açúcar em suas possessões no Atlântico: nas ilhas Madeira, Açores e Cabo Verde. As condições do clima e do solo do nosso litoral nordestino eram propícias a esse plantio. V (   ) F  (  )
III . O plantio da cana-de-açúcar foi realizado em pequenas propriedades rurais com trabalho dos holandeses. V (     )    F  (    )
III. Para solucionar o problema do financiamento da montagem da produção açucareira, Portugal recorreu aosmercadores e banqueiros ingleses. V (     )    F  (    )
IV . A Igreja Católica se mostrava contrária a escravização indígena e africana, pois desejava aumentar o número de fiéis perdidos com a Reforma Religiosa. V (     )    F  (    )
V . Com a União Ibérica a Espanha decretou o embargo açucareiro, ou seja, a proibição da comercialização do açúcar brasileiro pelos holandeses. V (     )    F  (    )
VI . Os holandeses contavam com grande frota marítima e dominam o litoral carioca e ocuparam o Rio de Janeiro por mais de 40 anos no período colonial. V (     )    F  (    )
VII . Mauricio de Nassau liderou os colonos contra o domínio estrangeiro na América Portuguesa. V (     )    F  (    )
VIII . Com a expulsão dos holandeses a América Portuguesa se tornou a maior produtora de açúcar do mundo no século XVII. V (     )    F  (    )
IX . A plantation é caracterizada pela policultura, latifúndio, mão-de-obra assalariada com produção voltada para o mercado externo. V (     )    F  (    )
X . A produção do açúcar necessitava de poucos investimentos porque o engenho necessitava apenas da moenda e das caldeiras para se obter o produto. V (     )    F  (    )
XI . O principal grupo social articulador do absolutismo foi a nobreza.  V (     )    F  (    )
XII . Para exercer o poder sobre as pessoas que viviam no território sobre o qual reinava, o rei precisou criar algumas medidas, como a criação de moedas e a formação de um exército permanente. V (     )    F  (    )
XIII .  A democracia republicana é semelhante ao regime monárquico absolutista. V (     )    F  (    )
XIV . Jacques Bossuet  é um teórico absolutista que justifica o poder monárquico afirmando que os humanos são incapazes de se autogovernarem, portanto viveriam sem liberdade para não se destruírem. V (     )    F  (    )
XV . Para Maquiavel o rei deveria perder seus poderes absolutos para respeitar a Constituição e a vontade popular. V (     )    F  (    )
XVI . Atualmente o governo do Brasil é administrado pelo Poder Judiciário. V (     )    F  (    )
XVII . O absolutismo monárquico era baseado na Teoria do Direito Divino, ou seja, o rei era considerado um deus, como no Egito Antigo Teocrático.  V (     )    F  (    )
XVIII . O rei absolutista controlava apenas o Poder Executivo. V (     )    F  (    )
XIX . A União Ibérica ocorreu quando os Espanhóis dominaram a Holanda. V (     )    F  (    )
XX .  Os africanos e os indígenas foram escravizados e explorados, o que dificultou contribuir para formação da cultura brasileira. V (     )    F  (    )


I . V 
II . V 
III .  F  
III. F  
IV . F  
V .  V 
VI .     F  
VII .  F  
VIII . F  
IX .  F
X .  F  
XI .  F  
XII . . V 
XIII .    F  
XIV . F  
XV .  F  
XVI .   F  
XVII .     F  
XVIII .    F  
XIX .   F  
XX .  F

domingo, 16 de março de 2014

Segundo Reinado (1840-1889) – Política Interna e Externa (Questão Christie e Guerra do Paraguai)

Segundo Reinado (1840-1889)

 – Política Interna


1os.  Anos do governo de D.Pedro II foram marcados por várias medidas institucionais e pacificadoras / objetivo: consolidar a monarquia / divergências entre os principais partidos: conservadores / centralismo x  liberais / descentralização / embora fossem “Farinha do mesmo saco”, pois compartilhavam dos mesmos interesses econômicos = agro-exportação, escravidão /  1º. Ministério não contou com o apoio da maioria na Câmara dos Deputados / disputas políticas tornaram-se violentas / D. Pedro II dissolve o ministério / novas eleições para a Câmara dos deputados / “eleições do cacete” / liberais foram acusados de fraude e novamente a Câmara foi dissolvida, antes mesmo dos trabalhos começarem / os conservadores passaram a formar o ministério e adotar medidas mais centralizadoras / vários focos de protestos dos liberais ocorreram em Minas e São Paulo = rebeliões liberais de 1842

Revolução Praieira ou Revolta da Praia (1848) – Pernambuco / mobilização liberal assumiu maior amplitude / influência da Primavera dos Povos / motivo principal: liberais radicais não admitiram ter perdido o controle da província para a centralização / descontentamento generalizado / propostas: melhorias nas relações de trabalho, nacionalização do comércio (dominado pelos portugueses), distribuição de terras, voto universal, fim do poder moderador, proclamação da república / rebeldes foram derrotados pelo governo imperial.
Ministério da Conciliação – conselho de ministros composto por liberais e conservadores / esse acordo interpartidário contribuiu para diminuir as divergências, mas afastou os setores urbanos.
Tarifa Alves Branco (1844) – objetivo aumentar os impostos sobre os produtos importados para sanear as finanças do governo / essa lei – protecionista – serviu de estímulo para aumentar a industrialização brasileira.
Parlamentarismo à moda da casa ou às avessas – o modelo brasileiro não seguiu o modelo britânico /  o Poder Executivo era atribuído ao imperador e exercido por ministros, nomeados e demitidos por ele, devido a existência do Poder Moderador / “Na Inglaterra, o rei reina e não governa. No Brasil, o rei reina e governa.”


 Segundo Reinado – Política Externa

1.        QUESTÃO CHRISTIE – conflito diplomático com a Inglaterra

. Antecedentes: pressão inglesa pela extinção do tráfico negreiro / Tarifa Alves Branco / “Bill Aberdeen” (Marinha inglesa aprisiona navios que realizam tráfico de escravos)
. embaixador inglês no Brasil: Willian Christie
- 1º. Incidente: navio inglês naufraga (RS) sua carga é saqueada / Christie exige indenização (1861)
-  2º. Incidente: prisão de 3 marinheiros ingleses (RJ) / Christie exigiu punição dos policiais brasileiros (1862)
- reação do governo brasileiro: paga indenização / mas não puniu policiais brasileiros.
- Christie apreendeu 5 navios brasileiros em represália.
- arbitramento internacional: rei Leopoldo I da Bélgica / laudo favorável ao Brasil / Inglaterra nega-se a pedir desculpas / Brasil rompeu relações diplomáticas com este país.
- Inglaterra (1865) pede desculpas e reata ligações com o Brasil / Por que ? Precisava de algodão (EUA: Guerra da Secessão) e estava de espreita nos conflitos platinos.

2.        Guerra do Paraguai (1864-1870)
- antecedentes: região da Bacia do Prata – alvo de disputa entre Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai  / Por que ? controle econômico
- intervenções brasileiras: Uruguai (Contra Oribe – 1851), Argentina (contra Rosas – apoiava Oribe – 1852) e Uruguai (contra Aguirre – ligado ao Paraguai – 1864/65).
. situação do Paraguai antes da guerra =  sem saída para o mar /  governos ditatoriais: Francia Carlos e Solano Lopes / não tinha grande concentração fundiária (reforma agrária) /  analfabetismo eliminado /  alto padrão de vida / garantia de emprego / moradia / alimentação /  não tinha dívida externa / não dependia capital externo /  início do processo de industrialização.
- por causa do clima de instabilidade da região e pretensões argentinas = Paraguai cercado de fortificações e poderoso exército (80.000 soldados)
- interesses paraguaios: pretensões expansionistas para formação do Paraguai Maior
. Conflito
- Tríplice Aliança (Argentina, Brasil, Uruguai)
- causa imediata: represália dos paraguaios contra o Brasil que invadiu o Uruguai (contra Aguirre) /// Solano Lopes aprisionou navio brasileiro, invadiu Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.  /// iniciou-se uma longa e sangrenta guerra.
- Brasil: “Voluntários da Pátria” (recrutamento forçado) + “escravos da Nação”.
- resistência paraguaia ate 1868 (várias vitórias) /// - 1866: Caxias assumiu tropas brasileiras /// 1867: Argentina e Uruguai se retiraram do confronto /// pós 1868: Caxias obteve  várias vitórias ///  1869: Assunção foi ocupada /// exército paraguaio foi destruído e reduzido /// Caxias se retirou /// assumiu Conde D´Eu que realizou guerra de extermínio, massacres, execuções /// 1870: Solano Lopes foi morto.
Conseqüências
- guerra destruiu o Paraguai / sobreviventes: mulheres, velhos, crianças / economia dependente / perdeu territórios para Brasil e Argentina.
- efeitos Brasil : aumento dívida externa / 30.000 mortos /exército vitorioso passou a criticar a monarquia e escravidão / exército retornou mais organizado e disciplinado, mais forte que a Guarda Nacional.
- a Inglaterra obtém vantagens com guerra / realiza empréstimos a Argentina e ao Brasil / apropria-se de grandes riquezas no Paraguai / impõe-se completo domínio econômico sobre a América Latina.


PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)

* PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) – príncipe sem idade para governar / país foi governado por regentes

I .  disputas pelo poder Regência – governo temporário quando o rei não pode assumir o trono. Característica – agitação política e social.

. Poder = Aristocracia (elite agrária / ricos proprietários)
Disputa pelo poder = presença de 2 partidos
LIBERAL MODERADO = governo centralizado, monarquia e escravidão                  X LIBERAL EXALTADO = reformas, modernização do Brasil
 Guarda Nacional = Elite
II . Revoltas
RAZOES GERAIS = insatisfação política , miséria e desejo de mudanças
 Reação camada pobre – CABANAGEM / PARA e BALAIADA/MARANHAO  * Razões – miséria mais poder centralizador *  Desfecho – Violência/Massacre
 Reação camada media – SABINADA/BAHIA   *.Razoes – contra a centralização política *  Objetivo – formar Republica Provisória *  Desfecho – 2.000 mortos
. Reação camada Rica – FARROUPILHA/RIO GRANDE DO SUL    * Razoes – contra a centralização e altos impostos do charque * Objetivo – formar Republica/idéia separatista * Desfecho – negociações/acordo de Pacificação 
III . Golpe da Maioridade: Com tantos descontentamentos a elite agrária para manter-se no poder e garantir a unidade territorial apóia o Golpe da Maioridade.

D. Pedro II assume o poder com 14 anos


 

República no Brasil (1889/1930): Repúblicas da Espada e Oligárquica.

Consolidação da República

1 . Contextualização
- em 15  de novembro de 1889 o marechal Deodoro da Fonseca mobilizou as tropas do RJ e ordenou que D. Pedro II partisse do Brasil / e o povo ? a instauração da republica no Brasil não contou com apoio popular – foi um arranjamento político dos militares e da elite cafeeira.
- falta de consenso entre classe media-burguesia (fabricas), fazendeiros do café (economia agrario-exportadora) / contradição entre militares e civis.
-  divisão da República Velha ou 1ª. República (1889 – 1930) =  1ª. Fase: República da Espada (1889-1894) e República Oligárquica (1894-1930).

2 . GOVERNO PROVISÓRIO: Presidência do Mal.  Deodoro da Fonseca
-  medidas: dissolução do Congresso / nomeação de interventores para estados e municípios / separação da Igreja do Estado (Registro Civil e Casamento Civil) / naturalização de estrangeiros.
-  a república se instala de forma pacifica
-  política econômica: Rui Barbosa – Encilhamento: ideia = expansão econômica = ampliação de créditos = emissão de dinheiro = criar novas empresas/protecionismo = aumento tarifas alfandegárias.
- resultados do Encilhamento: inflação incontrolável / criação de “empresas fantasmas” / falência / porque? nosso mercado pouco desenvolvido, o capital não era grande e pressão de grupos financeiros internacionais.
- Constituição de 1891 – é promulgada a 1ª. Constituição da República (inspiração: EUA)/ o Brasil se constituía em uma federação de 20 estados e 1 DF / base: republicana, representativa, federativa e presidencialista / ampla autonomia aos Estados / 3 poderes: Executivo (presidente e ministros), Legislativo (Congresso: Deputados e Senadores), Judiciário (juízes federais) / voto: direto, aberto/descoberto, universal para homens maiores de 21 anos e alfabetizados.

3 . PRESIDENCIA DO MAL.  DEODORO DA FONSECA (Mar a Nov/ 1891)
-  eleição: clima tensão entre civis e militares / congresso é pressionado pelos militares = vitória do Marechal Deodoro da Fonseca /porém,  congressso o hostiliza / imagem: impopular + problemas econômicos derivados do Encilhamento / Deodoro fecha congresso e decreta Estado de Sitio / sem apoio integral das Forças Armadas / cresce oposição: ameaça de guerra civil / Deodoro renuncia / seu vice assume.

4 .  PRESIDENCIA DO MAL. FLORIANO PEIXOTO (1891-1894)

-  Floriano exerceu poder forte e autoritário / oposição alega inconstitucionalidade do seu governo / apoio: trabalhadores / economia nacional: protecionismo alfandegário, estímulos a indústria.
-  Manifesto dos Treze Generais: pede renúncia e novas eleições / reação de Floriano: repressão (1892)
-  1893: oposição inicia lutas armadas.
-  Revolução Federalista: RS / disputas entre Partido Republicano (castilhistas / apoio de Floriano) X Partido Federalista = disputa interna no RS / os federalistas revoltaram-se contra o governo federal = guerra civil / federalistas são derrotados.
-  Revolta da Armada: RJ / sublevação da esquadra / exige renuncia de Floriano / rebeldes se rendem.
-  Paulistas do PRP fundam o PRF e escolhem candidato para sucessão: Prudente de Moraes / é eleito em 1894.
-  a República estava consolidada / iniciava-se a República das Oligarquias / o poder passa para o setor da camada dominante que sustenta economicamente o país (a oligarquia cafeeira).


A República Oligárquica (1894-1930)

Introdução: a Crise da República (1889-1894) sob controle dos militares / a luta pelo poder:
• A proclamação da República foi o resultado da união de setores da classe dominante com elementos da classe média.
• Ocorre, porém, que tais grupos tinham interesses econômicos e políticos diferentes e mesmo opostos.
• Por isso, esses grupos lutaram entre si, disputando o controle político da República recém-proclamada.
• A disputa, que chegou até à luta armada, encerrou-se com a vitória das oligarquias agrárias, que reassumiram o controle do governo, a partir da presidência de Prudente de Morais (1894)

I . República Oligárquica
*Economia
→ Economia agroexportadora / destaque: café
→ Convênio de Taubaté - 1906 / seu objetivo era garantir um preço mínimo para o café, na época, o principal produto da economia brasileira sofria riscos de superprodução / cafeicultores brasileiros = controle da máquina pública /  recursos do Estado para garantir seus próprios lucros / resultados para economia brasileira =  dívida pública e o impedimento da diversificação da economia nacional

*Sociedade
→ a sociedade brasileira durante a República Velha era rural e patriarcal refletindo a estrutura econômica de caráter agrário e latifundiário.

*Política
→ O coronelismo foi um sistema de poder político da República Velha (1889-1930), caracterizado pelo enorme poder concentrado nas elites agrárias.
→Características do coronelismo:
- Voto de Cabresto: compra de votos ou troca de  votos por bens matérias (pares de sapatos, óculos, alimentos, etc) / voto era aberto / regiões controladas politicamente por uma oligarquia eram conhecidas como currais eleitorais.
- Fraude eleitoral: alterar votos, sumir com urnas e até mesmo patrocinar a prática do voto fantasma.
- Política do café-com-leite: no começo do século XX, os estados de São Paulo e Minas Gerais eram os mais ricos da nação. Os políticos destes estados faziam acordos para perpetuarem-se no poder central. Muitos presidentes da República, neste período, foram paulistas e mineiros.
- Política dos Governadores: acordos políticos, na base da troca de favores /  liberação de verbas federais.


* Movimentos Sociais no campo:  Canudos e do Contestado foram diferentes, apesar do caráter messiânico de ambos.
→ Canudos:  sertão da Bahia /  liderança do pregador Antonio Conselheiro, milhares de pessoas juntaram-se no Arraial de Canudos / Conselheiro proclamava o início de uma nova era e convocava os fiéis a defender a monarquia / fazia duras críticas à República e a Igreja Católica / recusar o pagamento de impostos  / com cerca de 20 mil moradores, começou a ser visto não só como “arraial de fanáticos”, mas também como reduto de rebeldes monarquistas / após intensos combates, em 1897 o povoado foi destruído por tropas federais, deixando milhares de mortos 
→ Contestado: Santa Catarina / 1912 a 1916 /  beato José Maria reuniu milhares de camponeses pobres  e desempregados na região do Contestado / primeiros combates com as tropas estaduais, Jose Maria foi morto. Os fiéis resistiram, mas o exército decidiu o conflito, com milhares de revoltosos mortos.

* Movimentos sociais urbanos
→ Revolta da Chibata / rebelados queriam o fim dos castigos corporais na Marinha / marujos negros / presidente prometeu, inicialmente, atender as reivindicações, mas acabou prendendo e reprimindo a revolta

→ Revolta da Vacina / RJ /  falta de saneamento básico / epidemias de febre amarela, varíola e outras doenças / reforma sanitária = em 1904, o governo impôs a vacinação aos moradores / na raiz da revolta estava a reurbanização do centro da cidade, que removeu parte da população à força dos cortiços e morros centrais para bairros distantes e o  descontentamento generalizado fez da cidade um campo de batalha

II  . Declínio da República Oligárquica

O Tenentismo → Desde o final da década de 1901-1910,  desenvolvia-se entre os oficiais jovens do Exército um movimento pela modernização das Forças Armadas. Como o governo não atendeu a essas reivindicações, o movimento, chamado de Tenentismo, foi lentamente adquirindo caráter político, de contestação ao regime oligárquico. A partir do final da Primeira Guerra Mundial, o Tenentismo participou de uma série de movimentos armados, que se estenderam durante toda a década de 1920.  Apesar de sua pouca consistência ideológica e de sua desorganização, o Tenentismo teve importante participação na derrubada das oligarquias.

A Dissidência Oligárquica → A política dos governadores e a supremacia de São Paulo e Minas Gerais levaram ao surgimento de uma dissidência oligárquica. Ao longo da década de 1920, as oligarquias dissidentes passaram a contestar o monopólio do poder exercido pelos cafeicultores.

Os efeitos da crise econômica de 1929 e da crise política ocasionada pelas eleições presidenciais de 1930 levaram a Dissidência e os tenentistas a se unirem e a derrubarem a República oligárquica, por meio da Revolução de 1930.

A presidência de Epitácio Pessoa → Durante o governo de Epitácio Pessoa (1919-1922), o declínio das oligarquias ainda foi disfarçado pelas inúmeras obras públicas realizadas principalmente com recursos fornecidos por empréstimos externos. No entanto, com a campanha pela sucessão presidencial, começou o processo de desagregação do sistema político oligárquico.

O declínio  da República oligárquica → Durante toda a década de 1920, assistimos à lenta porém constante desagregação do sistema político montado pelas oligarquias. A partir da eleição de Artur Bernardes (que governou de 1922 a 1926), o regime oligárquico começou a ser contestado, inclusive pelos tenentistas:
- 1922: Revolta dos 18 do Forte;
- 1924: Revolta Paulista;
- 1925-1927: Coluna Prestes.

→ A oposição ao regime chegou a ser tão grande que Bernardes governou praticamente todo o tempo sob estado de sítio.

→ Durante a presidência de Washington Luís, a violência política diminuiu, o presidente suspendeu o estado de sítio e iniciou uma reforma monetária. O regime oligárquico, porém, já estava muito enfraquecido; a crise econômica de 1929 e a crise gerada pelas eleições presidenciais de 1930 acabaram produzindo a Revolução de 1930, que derrubou as oligarquias e encerrou a República Velha.


* Revolução de 1930 = chegada de Getúlio Vargas à presidência da República através de golpe político 

A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA INGLESA

A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA INGLESA
Situação da Inglaterra:
· Conflito políticos e religiosos + crescimento urbano + expulsão do homem do campo (pelos Cercamentos) = necessidade de busca por terras.
· A Inglaterra na o tinha recursos para o processo de colonização → o que coube a particulares.
· Nem tinha condições de impor a sua autoridade às colônias (o que foi bastante diferente das colonizações ibéricas).
As treze colônias
· Eram núcleos separados, marcados por forte autonomia (o que reflete na república Norte-Americana)
· Eram divididas (didaticamente) em Norte, Centro e Sul


As colônias do Norte ou Nova Inglaterra.
· Eram as colônias de: Massachusetts, Conecticut, Rhode Island e New Hampshire.
· Por se localizarem em região de clima frio (semelhante ao europeu) não ofereceu atrativos  (produtos tropicais) ao mercantilismo da época
· Colônia de povoamento: minifúndio, produção para abastecer o mercado interno (criação de bovinos e ovinos, pesca, serrarias, manufaturas, etc.), policultura e mão-de-obra livre (ou familiar).
· Sociedade: dinâmica, Predominantemente de puritanos, grande comerciantes.
· “Caca ás bruxas”: intolerância e perseguições religiosa. Ex.: Cidade de Salém em 1692.
· Comercio triangular: 1. Comprava melaço das Antilhas; 2. transformava-o em rum e o vendia para a África em troca de escravos; 3. Os escravos eram levados para as Antilhas ou colônias do Sul.
As colônias do Centro
· Eram as colônias de: Nova Iorque, Nova Jersey, Pensilvânia e Delawere.
· Marcados pela diversidade cultural devido à vinda de imigrantes de varias origens (holandês, franceses, alemães e suecos) → o que logo no início as conferiu um ar cosmopolita.

As colônias do Sul
· Eram as colônias de: Virginia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Maryland e Geórgia.
· Por se localizarem em região de clima mais quente (semelhante as demais colônias da América Latina) se adequou aos moldes mercantilistas → Plantation (ou colônias de exploração).
· Colônias de exploração: latifúndios, produção para abastecer o mercado externo (tabaco, algodão, etc.), monocultura e mão-de-obra escrava africana (as vezes servidão por contrato).
· Sociedade: marcada pela desigualdade social e étnica, e pelo preconceito racial. Os produtores se tornaram uma aristocracia poderosa e rica.

O autogoverno
· Alto grau de liberdade a exceção das Antilhas (área monocultora açucareira) → as problemas eram debatidos e resolvidos pela população → experiência de autogoverno → o que contribuí para sentimento de liberdade (Independência) em relação a Metrópole.

· Cada colônia tinha um governador (que geralmente era escolhido pelas colônias, principalmente no Norte e Centro

Povoamento da América; Maias; Astecas e Incas

Civilizações Inca, Asteca e Maia
I . Origem Humana na América → hipótese do autoctonismo afastada / hipótese asiática → humanos teriam vindo da Ásia através do Estreito de Bering / hipótese malaio polinésia → 1os. Humanos teriam vindo da Malásia e Polinésia através do oceano Pacífico / hipótese australiana → teriam vindo da Austrália através do Pacífico /// Sítio de São Raimundo (Piauí); arqueóloga: Niède Guidon;  aprox. 56000-70000 a.C. /// Caso negróide em Lagoa Santa MG: Luzia /// controvérsias sobre o termo civilizações pré-colombianas

II. Principais civilizações pré-colombianas
• 1500: população estimada da América: 100 milhões de habitantes; desconhecimento da metalurgia, vidro, pólvora e roda; nômades e sedentários;
• Nômades: esquimós (América do Norte), charruas (Uruguai), tapuias, xavantes e timbirás (Brasil).
• Sedentários: pueblos (América do Norte), caribes e aruaques (Antilhas e norte da América do Sul) e tupis-guaranis (Brasil)
• América Central: Maias, Astecas
• Andes: Incas
• Região Andina: Peru, Bolívia, Chile, Equador e Argentina.

III MAIAS → América Central e no sul do México, na península de Yucatan / politicamente divididos em poderosas cidades-estados / economia baseada na agricultura (destaque: milho), produção controlada pelo Estado, artesanato de cobre e bronze / sociedade formada pro poderosos sacerdotes, nobres (guerreiros e funcionários reais), trabalhadores e escravos / religião politeísta, personificação das forças da natureza, concepção dualista do mundo, sacrifícios humanos, religião usado como mecanismo de dominação / destaques: esculturas, arquitetura, astronomia, matemática.

IV  ASTECAS → chegaram ao vale do México no séc. XII / conquistaram os olmecas, zapotecas, toltecas / principal cidade = Tenochtitlan / Império Teocrático / economia baseada na agricultura intensiva, o Estado controlava atividades, canais de irrigação, plantio de milho, feijão, cacau, algodão, comércio de trocas, rico artesanato / sociedade formada por nobreza (guerreiros e sacerdotes), comerciantes, agricultores e escravos (prisioneiros de guerra e por dívidas) / religião politeísta, astrolatria, sacrifícios humanos, destaque para Quetzalcoatl / destaques: astronomia, matemática, arquitetura, utilização do cobre, bronze, ouro e prata.

V    INCAS → ocuparam as terras altas do Peru no séc. XIII e dominaram chimus, aimarás, quíchuas / política = todo o poder concentrava nas mãos do INCA / capital em Cuzco / milhares de Km de estradas / economia baseada na agricultura intensiva desenvolvida em terraços, uso de fertilizantes (guano), tecelagem, cerâmica, trabalhos em ouro, prata, bronze / sociedade formada por nobreza (guerreiros e sacerdotes), trabalhadores urbanos e camponeses submetidos a trabalho compulsório / população dividida em comunidades (aillus) dirigidas por curacas, que controlavam a MITA / religião politeísta, Huiracocha era o deus principal / cultura brilhante = arquitetura Machu-Pichu, escultura, quipos.


domingo, 9 de março de 2014

Segundo Reinado: transformações econômicas; imigração; abolicionismo; crise monárquica e proclamação da república

Segundo Reinado – Economia

- A estabilidade política advinda com o governo imperial de dom Pedro 2º. foi amplamente favorecida pelas altas taxas nas exportações do café. A expansão da lavoura cafeeira a partir da segunda metade do século 19 deu novo impulso a economia agro exportadora, baseada no latifúndio e inicialmente no trabalho escravo, trazendo prosperidade econômica ao país e favorecendo a consolidação dos interesses dos grandes proprietários rurais.
- Para reflexão: por que as riquezas advindas da cafeicultura não favoreceram a industrialização do Brasil?
- A dependência da venda de único produto no mercado externo colocou o Brasil numa posição extremamente frágil / qualquer sinal de crise a economia brasileira ficaria estagnada / o que acontece em 1929 com a queda da Bolsa de Nova York.
- A produção em larga escala do café começou no Rio de Janeiro, a partir de 1830. Em seguida, as plantações se alastraram para o vale do rio Paraíba, a partir daí a produção voltou-se para exportação. Por volta de 1850, a lavoura cafeeira se expandiu para o Oeste paulista, favorecida pelas condições propícias do solo para o cultivo do café.
- A economia cafeeira proporcionou para o Brasil a urbanização, desenvolvimento e modernização de vários setores da economia (bancos, comércio, portos) dependentes das exportações do café.
Tarifa Alves Branco (1844) – objetivo aumentar os impostos sobre os produtos importados para sanear as finanças do governo / essa lei – protecionista – serviu de estímulo para aumentar a industrialização brasileira / esse surto industrial favoreceu os negócios do Barão de Mauá – Irineu Evangelista, que entrou em falência depois da economia nacional se reequilibrar com as exportações do café porque não era interesse do governo favorecer a industrialização no momento em que o Brasil era o maior produtor de café do mundo


 Segundo Reinado – problemas com a mão-de-obra
- DECLÍNIO DA ESCRAVIDÃO / Por quê?  Capitalismo internacional defende o liberalismo, portanto criticava o pacto colonial e a escravidão – objetivo: ampliação do mercado consumidor e liberdade comércio.
- pressão inglesa: a Inglaterra procurou combater por todos os meios o uso e o comércio de escravos no mundo; motivos: interesse dos industriais ingleses em aumentar o consumo dos seus produtos (mercado consumidor) /// desvantagem em concorrer com países escravistas, pois suas colônias já utilizavam mão-de-obra livre /// Interesse em manter os africanos em seu continente para formar mão-de-obra barata na exploração de recursos naturais africanos e mercado consumidor
- para reconhecer a independência do Brasil, o governo inglês exigiu o fim do trafico de escravo ate 1830 / lei caiu no esquecimento.
- 1845 – “Bill Aberdeen” – marinha inglesa prenderia navios que fossem capturados traficando escravos.
- 1850 – “Lei Eusébio  de Queiros” – governo do Brasil proíbe trafico de escravos.
- conseqüências do fim do tráfico de escravos para o Brasil = alta dos preços dos escravos /// liberação de capitais que foram investidos em outros setores da economia

INTRODUÇÃO DO TRABALHO LIVRE
- Estados nordestinos vendem seus escravos / apóiam abolição.
- elites não utilizam homens livres não proprietários como assalariados / motivos: preconceitos e teriam que pagar maiores salários
- solução: vindas de europeus / principalmente a partir de 1840 / situação da Europa: desemprego, miséria, guerras, camponeses são expulsos do campo / imigrantes esperavam conseguir terras e serem proprietários.
Sistema de parceria: os fazendeiros comprometiam-se em adiantar o dinheiro para as despesas com as passagens e acomodação dos imigrantes nas fazendas / o lucro com o café seria repartido entre o imigrante e o dono da fazenda / problemas: o imigrante não conseguia pagar a divida contraída / o lucro não era dividido corretamente / o cafeicultor os tratavam como escravos / houve revoltas dos imigrantes = fracasso da parceria.
- Imigração subsidiada pelo governo brasileiro (1870): o governo arcava com as despesas para vinda do imigrante.

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA – abolição gradual – governo Imperial tentou agradar a todos os setores sociais realizando a abolição de forma lenta.
- nova mentalidade / por que ? / decadência dos Barões do Café (do Vale do Paraíba = base do governo) / exército (pós-guerra do Paraguai) + classe média (caifazes) + estados nordestinos = abolicionistas /// clubes abolicionistas = pressão para aprovação de leis /// caifazes “fora da lei” = luta junto com escravos /// nenhum grupo defendia igualdade social ou qualquer tipo de indenização com reforma agrária, por exemplo,  eram bem intencionados, apenas isto.
- escravos também lutaram / negociação com senhores / se houvesse fracasso nas negociações: assassinatos, fugas (quilombos), suicídios coletivos, resistência passiva, incendiavam as plantações
Leis abolicionistas
Lei Eusébio de Queiros – fim tráfico para o Brasil
Lei Ventre Livre
Lei que proibiu o tráfico interprovincial
Lei contra castigos físicos
Lei do Sexagenário (“gargalhada nacional”)
                Lei Áurea (13 de maio 1888) sem nenhum tipo de indenização foram libertos os escravos no Brasil...
- a aristocracia escravista fluminense e vale-paraibana, em ruína, culpa o governo imperial pela sua situação e opõe-se a ele.

Crise Monárquica e movimento republicano
1 . Conceito de República
- em lugar de um Estado centralizado na figura do imperador a “coisa pública” (significado latino da palavra república), deveria ser governada por um presidente eleito democraticamente, representante da maioria do povo ///  o projeto de uma República com ampla participação popular NÃO de certo / prevaleceu uma República federalista e conservadora ///  federalistas porque as províncias se transformavam em estados e ganhavam autonomia jurídica (teriam leis próprias), fiscal (podiam cobrar impostos regionais) e militar (direito de organizar tropas locais) ///  conservadora porque o Brasil continuou a ser um país voltado para a agricultura e dependente dos mercados e dos capitais externos /// a monarquia caiu, mas a população continuou marginalizada.
-  um conjunto de mudanças ocorridas na sociedade (classe média, operariado, burguesia) e na economia (bancos, fábricas) do Império, a partir da metade do século XIX, propiciou o aparecimento de novos grupos sociais interessados em participar da vida política do país ///  o império, além de não atender os interesses políticos desses novos grupos, não conseguia também resolver a questão da escravidão.

2 . As transformações socioeconômicas e políticas do Segundo Reinado
- o trem foi ao interior buscar café e levar progresso (vilas / cidades) ///  cidade de São Paulo: tornou-se maior, mais moderna e mais habitada / jornais  bondes / iluminação publica (lampiões a gás) / 1870: 30 mil habitantes – 1900: 240 mil / bancos, lojas de comercio, escritórios, varias fabricas (estrangeiros trabalhando em sua maioria) / palacetes da Av. Paulista (residências dos barões de café) ///  para o surgimento de indústria, bancos e outros negócios urbanos foi preciso muito capital / esse dinheiro veio de 3 fontes principais:  lucro do café;  protecionismo alfandegário (taxas altas para importados);  proibição do tráfico (1850) libera capital /// Em 1889, o país possuía a 636 industriais.
- presença de uma camada média urbana (funcionários públicos, médicos, engenheiros, comerciantes e outros) especialmente os profissionais liberais e os militares, todos ansiavam participar das decisões políticas do país ///  operários e industriais /os trabalhadores explorados estavam desejosos por mudanças pois não havia leis trabalho ou qualquer tipo de preocupação do governo ///  o posicionamento dos cafeicultores e seu apoio cada vez mais intenso ao projeto republicano foram decisivos para viabilizar a proclamação da República
- no RJ foi publicado o “Manifesto Republicano” (documento que fazia críticas  a monarquia e exaltava benefícios da República) ///  o Partido Republicano P.R. esta presente em todas províncias, porém tem mais força RJ SP MG e RS ///  em 1872 foi fundado em SP o PR Paulista (PRP); defendiam: urbanismo, republica, abolição da escravidão.
- o PR dividia-se em 2 correntes: evolucionistas – transição pacifica, sem radicalismo, sem participação popular / revolucionários – defendiam movimento armado para implantação do governo republicano, prevaleceu esse setor o moderno.

3 .  O enfraquecimento do Império
-  D. Pedro II estava velho e doente / se ele morresse o trono ficaria para a Princesa Isabel e seu marido, Gastão de Orleans, o Conde D´Eu / Este conde francês era malvisto pelos brasileiros / opositores a monarquia: “Precisamos livrar a nossa pátria do perigo do Terceiro Reinado.”
- problemas com a aristocracia escravista:  muitos fazendeiros se colocaram contra a monarquia depois da Lei Áurea / esses proprietários (Os Barões) sentiram-se prejudicados por ter de libertar seus escravos sem receber nenhum dinheiro em troca do governo (indenizações) ///  alguns deles passam a apoiar o PR (14 de maio) ///  os Barões do Café eram a base de apoio do governo império.
- atritos com a Igreja:  a Igreja Católica no Brasil era dominada, recebia “ordens do governo imperial”/  em 1864 o papa Pio IX, proibiu qualquer ligação entre a Igreja e a Maçonaria / inicialmente essa ordem não teve repercussões / no Brasil havia muitos maçons, a inclusive o próprio D. Pedro II / em 1872, os bispos de Olinda e Belém acataram a ordem do papa, mandando fechar as igrejas de sua diocese que se recusassem a afastar os membros maçons / D. Pedro determinou a revogação dessas medidas / os bispos se recusavam em atende-lo / são presos, julgados e condenados a pena de 4 anos / porem o imperador concede perdão (anistia) / resultados: clero sente-se afrontado e recebe o apoio da população; os jornais opositores aproveitam-se do fato.
- o  Exército: inicialmente o exército era formado em sua maioria por pessoas humildes ///  na Guerra do Paraguai: os “voluntários da pátria” – adesão de milhares de soldados brancos da classe média e escravos /// após a Guerra do Paraguai – o exército se tornou mais atraente para jovem da classe média, pois ser militar era uma opção para ascensão social /// o exército adquiriu consciência da importância da corporação / mais organizado e disciplinado sob influência do POSITIVISMO impuseram nova postura: defensor do abolicionismo e do republicanismo (sentiam-se melhores preparados / “ideal de Salvação Nacional” – SALVACIONISMO).
- novas ideias:  POSITIVISMO = idéias aceitas pelo exército – o progresso deveria ser alcançado a qualquer custo mas sempre dentro da ordem, da o papel do governo controlado pelos militares: um grande centralizador ///  SALVACIONISMO = é a ideia de que apenas os militares poderiam salvar a pátria das mãos corruptas dos civis.
- os oficiais do Exercito, revoltados com as punições que recebiam do governo monárquico, por manifestarem suas opiniões em jornais, aproximavam-se dos ideais republicanos.

- em 15  de novembro de 1889 o marechal Deodoro da Fonseca mobilizou as tropas do RJ e ordenou que D. Pedro II partisse do Brasil / e o povo  a instauração da republica no Brasil não contou com apoio popular – foi um arranjamento político dos militares e da elite cafeeira.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Síntese: Bandeiras, Pecuária, Missões e Economia Mineradora na América Portuguesa


Brasil Colônia: a expansão territorial (séculos XVII e XVIII)

O bandeirantísmo: os caminhos do sertão

A origem do bandeirantismo paulista

• Causa básica: o desenraizamento ocasionado pela pobreza da população vicentina.

• Causas imediatas: o aprisionamento de escravos índios e a procura de ouro e pedras preciosas.

Ciclo das bandeiras de caça ao índio (s 1610-1650)

•O crescimento da agricultura na capitania de São Vicente e, secundariamente, a redução do fornecimento de escravos negros a certas regiões do Nordeste, levou os paulistas a organizarem bandeiras que atacaram as missões jesuíticas nos atuais Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, aprisionando dezenas de milhares de índios.

Ciclo das bandeiras de busca ao ouro (= 1650-1720)

•Restabelecido o fornecimento de escravos negros ao Nordeste, os bandeirantes passaram a procurar ouro e pedras preciosas.

 • Entre 1693 e 1725 são descobertas as jazidas de ouro e diamantes nos atuais territórios de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

Consequências do bandeirantismo

•Incorporação à colonização de grande parte das atuais Regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

 

Brasil Colônia: a expansão territorial (séculos XVII e XVIII)

A expansão pecuarista

A expansão da pecuária sulina

• Quando os bandeirantes destruíram as missões jesuíticas do Sul, o gado dessas missões ficou disperso pela região.

• A partir de meados do século XVII, a região foi povoada por colonos, atraídos pela existência de gado e pastagens.

•Inicialmente, a exploração da pecuária sulina limitou-se à exportação de couro para a Europa.

•Com a descoberta de ouro em Minas, os criadores gaúchos passaram a vender mulas, couro e charque para os mineradores.

•Por meio dessa atividade criatória, a maior parte da atual Região Sul foi ocupada e incorporada ao Brasil.

A expansão da pecuária nordestina

•O gado foi introduzido pelos portugueses no litoral do Nordeste, como atividade complementar da produção açucareira.

•O crescimento dos rebanhos, gerando a necessidade de novas pastagens, levou o gado a avançar para o interior.

•Esse avanço, feito ao longo dos séculos XVII  e XVIII, teve como resultado a ocupação de grande parte do sertão nordestino.

• A partir do fim do século XVIII, a pecuária sertaneja, que já era pobre, entrou numa longa fase de declínio, com várias regiões criatórias regredindo a uma economia de subsistência.

 

Brasil Colônia: a expansão territorial (séculos XVII e XVIII)

A expansão oficial

  Na Amazônia e no Maranhão, a ocupação foi feita com a participação direta do governo português, sendo que a partir de 1621 os territórios do norte foram separados do Brasil, formando o Estado do Maranhão.

• Na Amazônia, expedições oficiais reconheceram a região através dos rios, montando-se depois um sistema de coleta de drogas do sertão.

•No Maranhão, durante a segunda metade do século XVIII, uma companhia estatal introduziu o cultivo de algodão.

•No extremo sul, Portugal fundou, em 1680, a Colônia do Sacramento, visando penetrar no rio da Prata.

•Ao se iniciar o segundo quartel do século XVIII, os vários movimentos de penetração para o interior haviam levado os portugueses a ocupar praticamente todo o território pertencente hoje ao Brasil, ultrapassando, e muito, o antigo limite do Tratado de Tordesilhas.

• Iniciaram-se então os contatos diplomáticos entre Portugal e Espanha, para estabelecer os limites entre suas colônias na América do Sul.

 • Foram assinados vários tratados, sendo o Tratado de Madri (1750) o mais importante.

•Esses tratados deram ao Brasil praticamente as fronteiras que possui hoje.




 
Expansão no Norte / Drogas do sertão
•Na Amazônia e no Maranhão, a ocupação foi feita com a participação direta do governo português, sendo que a partir de 1621 os territórios do norte foram separados do Brasil, formando o Estado do Maranhão.
•Na Amazônia, expedições oficiais reconheceram a região através dos rios, montando-se depois um sistema de coleta de drogas do sertão.
•No Maranhão, durante a segunda metade do século XVIII, uma companhia estatal introduziu o cultivo de algodão.
•No extremo sul, Portugal fundou, em 1680, a Colônia do Sacramento, visando penetrar no rio da Prata.
•Ao se iniciar o segundo quartel do século XVIII, os vários movimentos de penetração para o interior haviam levado os portugueses a ocupar praticamente todo o território pertencente hoje ao Brasil, ultrapassando, e muito, o antigo limite do Tratado de Tordesilhas.
•Iniciaram-se então os contatos diplomáticos entre Portugal e Espanha, para estabelecer os limites entre suas colônias na América do Sul.




Brasil Colônia: a economia mineradora (século XVIII)

O ouro de aluvião

• As jazidas brasileiras eram superficiais, de fácil exploração.

• Por isso, sua exploração não exigia capital elevado nem mão-de-obra e equipamentos especializados.

• Desse modo, praticamente qualquer pessoa podia se dedicar à mineração, o que gerou grande número de pequenos proprietários.

• Em consequência, a atividade mineradora apresentou, em comparação com a economia açucareira, uma melhor distribuição de renda e uma maior mobilidade social.

A atividade mineradora

• A exploração de ouro cresceu rapidamente até meados do século XVIII, caindo daí em diante até quase desaparecer no fim do século.

• Havia dois tipos de exploração: faiscações (pequenas unidades) e lavras (unidades de maior tamanho).

•Houve também a exploração de diamantes, feita sob severa fiscalização da Coroa, no Distrito Diamantino.

A administração da atividade mineradora

•Durante o século XVIII houve um processo de centralização e fortalecimento do sistema político-administrativo no Brasil.

•Tal processo ficou mais evidente nas capitanias produtoras de ouro (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás).

•Para administrar a atividade mineradora, foi criada em cada uma dessas capitanias a Intendência das Minas de Ouro, encarregada de supervisionar todos os assuntos ligados à mineração.

•A ineficiência das intendências levou-as a usar métodos violentos, gerando a revolta da população mineradora.

•Dos impostos cobrados, o mais importante foi o quinto.

 

Brasil Colônia: a economia mineradora (século XVIII)

As consequências da mineração

• A atividade mineradora teve importantes consequências de caráter econômico, sociocultural e político.

•Entre as mais significativas destacam-se:

1. O rápido crescimento da população (1.000% em um século).

2. O alargamento da faixa de trabalho livre.

3. O declínio relativo da escravidão (cresce o número absoluto de escravos, mas diminui a porcentagem dos mesmos em relação à população total).

4. Crescimento do mercado consumidor interno.

5.Transferência do eixo econômico da colônia do Nordeste para o Sudeste.

6. Crescimento do comércio interno.

7. Aumento da mobilidade social, crescimento da camada média e formação de uma sociedade de caráter mais urbano.

8. Centralização administrativa e reforço da autoridade metropolitana.

9. Choque de interesses entre a metrópole e a população colonial, criando condições para o início do processo de independência.

10. Intensificação das manifestações culturais.

 * A mais importante consequência externa da mineração foi o acúmulo do ouro brasileiro na Inglaterra, o que contribuiu para o início da revolução Industrial inglesa. No final do século XVIII, o esgotamento das jazidas provocou a decadência da mineração, sendo a economia de Minas Gerais redirecionada para o abastecimento de gêneros agrícolas para a região do Rio de Janeiro.