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domingo, 30 de maio de 2010

gabarito para correção de atividades 9 ano

Caros(as) alunos(as)

Este gabarito é apenas uma sugestão para suas respostas. Este gabarito é um instrumento para orientá-lo(a) na correção das atividades. Valorize suas ideias e argumentos, portanto verifique se o conceito corrigido está adequado com o gabarito. Se ocorrer dúvida, mande um recado prof.ed.historia@gmail.com

Bom trabalho!

Apostila 1 – Pág. 79 a 82


1 Linha do tempo


2 Elabore uma ficha sobre a primeira Constituição republicana. Considere os seguintes itens:

Organização dos poderes. Três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Chefe do Poder Executivo. Presidente da República.

Atribuições dos estados. os estados adquiriram uma relativa autonomia, que lhes permitia tomar algumas decisões sem consultar o governo federal. Poderiam contrair empréstimos no exterior, instituir impostos sobre as suas exportações e organizar uma força militar própria.

Sistema eleitoral. Estabeleceu-se o voto direto e universal para os cidadãos maiores de 21 anos e alfabetizados. Os mendigos e os praças não podiam votar. A Constituição não fazia menção às mulheres, o que, implicitamente, as excluía do direito ao voto. A lei também não determinava que o voto deveria ser secreto, como prevê a Constituição em vigor no Brasil de hoje.

Ensino. Determinou-se o caráter leigo do ensino ministrado nos estabelecimentos públicos.

Religião. A Igreja separou-se do Estado; em outras palavras, deixou de existir uma religião oficial no Brasil. Instituiu-se o casamento civil e a liberdade de culto para todas as crenças religiosas.



3 Faça um esquema com os elementos a seguir para mostrar o funcionamento da política dos governadores.

governo central
comissao verificadora de poderes
camara federal
degola

oligarquia agraria estadual
coroneis
favores
eleitor

4 – D




5 Quem era a figura do coronel?

Coronel era um chefe político nas regiões rurais, nas primeiras décadas da República; tinha muita influência na área em que era proprietário de vastas extensões de terra.



6 O que era o voto de cabresto?

Era o controle que o coronel exercia sobre o voto do eleitor de sua região. O controle era rigoroso; o coronel dirigia o eleitor como se comandasse um animal.



7 Explique por que a força dos coronéis era maior nas áreas rurais.

Na zona rural, a população vivia em situação mais precária, mais distante do Estado e sem notícias do mundo. Assim, era grande sua dependência dos favores do coronel para melhorar suas condições de vida.



8 Explique o que você entendeu da frase: "Quando as 'boas obras' não eram

suficientes, o coronel recorria à força dos capangas".

Se, mesmo após receber as coisas que o coronel tivesse lhe dado, o eleitor insistisse em votar contra a orientação do coronel, então este faria uso da força, isto é, pressionaria o eleitor com os homens armados a seu serviço.



9 Você compreendeu melhor como se dava o poder dos coronéis sobre as po¬

pulações das áreas rurais do Brasil nas primeiras décadas da República. Tam¬

bém viu como as oligarquias agrárias de cada Estado estavam articuladas.

Certamente, agora você pode explicar por que o povoado de Canudos inco¬modava tanto as autoridades governamentais e os próprios coronéis. Es¬creva um ou dois parágrafos sobre isso.

O povoado de Canudos estava organizado segundo regras muito diferentes das que existiam no território nacional. Ali, a produção e distribuição de alimentos era feita de maneira comunitária; assim, os que moravam no povoado de Canudos não precisavam dos favores de nenhum coronel e não viviam segundo as leis do Estado brasileiro.



Amplie seu conhecimento

O texto seguinte foi publicado no jornal Folha de S.Paulo em 8 de fevereiro de 2007. Leia-o atentamente e responda as questões 1, 2 e 3.

Compra de votos aumentou no Brasil, aponta pesquisa

A compra de votos quase triplicou no ano passado, em 2006, em relação à eleição de 2002, segundo levantamento feito pelo Ibope encomendado pela ONG Transparência Brasil e pela Unacon (União Nacional dos Analistas e Téc¬nicos de Finanças e Controle).

De acordo com a pesquisa, divulgada ontem [7 de fevereiro de 2007], de 3% do total de eleitores que disseram ter sido alvo de tentativa de compra de votos em 2002, o percentual subiu nas eleições passadas para 8% (cerca de 8,3 milhões de pessoas).

"O problema muito provavelmente está influenciando o resultado das elei¬ções brasileiras", disse o diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo.

O Ibope ouviu 2002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Além de dinheiro, a pesquisa considera como moeda de troca objetos, como calçados e roupas, até "favores" oferecidos por funcioná¬rios públicos. (...)

A região Sul do país apresentou maior percentual de eleitores que admiti¬ram ter sido procurados para vender votos, com 12%. No Nordeste foram 10%, no Sudeste 6% e no Norte e Centro-Oeste, 5%. No Paraná, 22% dos eleitores se disseram alvos de tentativa de compra de votos.

Folha de S.Paulo, 8 fev. 2007.













Marque V ou F, de acordo com o texto e, depois, assinale a sequência correia.

F) Nas eleições de 2006 a compra de votos dobrou em relação à eleição anterior, de 2002.

V) Nas eleições de 2006 a compra de votos subiu para 8% do total de eleitores.

V) A compra de votos foi maior na região Sul.

F) Só foram considerados como compra de votos os casos em que se ofe¬receu dinheiro ao eleitor.

F) 0 responsável pela pesquisa acredita que, mesmo sendo muitos os vo¬tos comprados, os resultados das eleições não chegam a ser alterados.

a) F, F, V, F, V d) F, V, V, V, F

b) V, V, V, F, F e) V, V, V, V, F

c) F, V, V, F, F



2 Discuta com os colegas quais são, no entender de vocês, as causas de tan¬tas tentativas de compra de voto.

Resposta pessoal.



3 Com seus colegas elabore uma lista de medidas que deveriam ser tomadas para evitar a ocorrência de compra de votos na próxima eleição. Listem entre 3 e 5 medidas.

Sugestão de resposta: Leis punitivas; mais fiscalização no dia da eleição; a médio e longo prazo: campanhas de esclarecimento para o eleitor na época da eleição e melhoria das condições de vida da população, de modo a torná-la menos

dependente dos favores dos candidatos.





Apostila 2 – Pág. 14 a 16
1 Quais significados podemos atribuir à expressão Belle Époque?
Belle Époque foi uma expressão criada depois da Primeira Guerra Mundial para designar o período anterior, caracterizado pelo otimismo e pela certeza da estabilidade e da paz duradouras. Um conjunto de tendências inovadoras nas artes, as chamadas vanguardas (do francês avant-garde: o que vem na frente), pretendia antecipar a arte do futuro, lutar por transformações e promover atitudes que rompiam com as tradições do passado.


2 Complete o quadro com os principais conflitos imperialistas que precederam a Primeira Guerra Mundial.
Países em conflito   Principais conflitos

Alemanha - Inglaterra    Construção da estrada de ferro Berlim-Bagdá, para obter petróleo do golfo Pérsico.

Alemanha - França      Humilhação francesa após a guerra franco-prussiana, além da anexação dos territórios da Alsácia e da Lorena pelos alemães.

Alemanha - França Disputa pelo território do Marrocos.

Alemanha - Rússia      Interesses alemães por regiões dominadas pelo Império Turco-Otomano; a estrada de ferro Berlim-Bagdá passaria pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos, região que interessava à Rússia por lhe permitir obter uma saída do mar Negro para o Mediterrâneo.

3 Produza uma linha do tempo sobre a política de alianças.

1882: Tríplice Aliança = Itália, Alemanha e Império Austro-Húngaro.

1894: Pacto militar entre França e Rússia.

1904: Entente Cordiale (França e Inglaterra)

1907: Tríplice Entente (França, Inglaterra e Rússia)

1 Por que podemos dizer que a paz e a estabilidade da Belle Époque eram apenas aparentes?
Porque, entre os anos de 1871 e 1914, a corrida armamentista (paz armada), o serviço militar obrigatório, os nacionalismos, o darwinismo social e a competição entre as nações em busca de mercados e capitais geraram desavenças que poderiam deflagrar guerras.

2 Por que a política de alianças era necessária em fins do século XIX e início do século XX?
A política de alianças foi necessária porque o clima político-militar europeu parecia um barril de pólvora prestes a explodir.

3 Que fato pode ser considerado o estopim da Primeira Guerra Mundial?
O assassinato em 28 de junho de 1914, do arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa quando eles visitavam Sarajevo, capital da Bósnia.





1 Que tema é abordado pelo mapa?


O mapa trata das divisões linguísticas na Áustria-Hungria e nos Bálcãs.

2 Segundo o mapa, quantos dialetos existem naquela região?

Segundo o mapa, existem 19 dialetos da região.

3 Relacione as fronteiras territoriais da Áustria-Hungria e dos Bálcãs com as divisões linguísticas da região.

As fronteiras territoriais das regiões não coincidem com as divisões linguísticas.

4 Pensando no dialeto como um dos principais elementos que constituem a cultura de um povo, relacione sua resposta anterior com a questão da na¬cionalidade na região dos Bálcãs antes da Primeira Guerra Mundial.

O dialeto é um dos traços mais fortes da cultura de um povo, o que significa que, na região dos Bálcãs, muitos povos que faziam parte de um mesmo limite territorial não se identificavam culturalmente. Isso gerou uma série de conflitos, denominados nacionalistas, nos quais diversas populações buscavam sua independência política, económica e social.


O texto a seguir é parte do livro Nada de novo no front, de Erich Maria Remarque, sobrevivente da Primeira Guerra Mundial. Leia com atenção e responda às questões propostas.

"Os professores deveriam ter sido para nós os intermediários, os guias para o mun¬do da maturidade, para o mundo do trabalho, do dever, da cultura e do progresso, e para o futuro. Às vezes, zombávamos deles e lhes pregávamos peças, mas, no fundo, acreditávamos neles. À ideia de autoridade da qual eram portadores, jun-tou-se em nossos pensamentos uma melhor compreensão e uma sabedoria mais humana. Mas o primeiro morto que vimos destruiu essa convicção. Tivemos de reconhecer que a nossa geração era mais honesta do que a deles; só nos venciam no palavrorio e na habilidade. O primeiro bombardeio nos mostrou nosso erro, e debaixo dele ruiu toda a concepção do mundo que nos haviam ensinado. Enquanto eles continuavam a escrever e a falar, víamos os hospitais e os mori¬bundos; enquanto proclamavam que servir o Estado era o mais importante, já sabíamos que o pavor de morrer é mais forte. Nem por isso nos amotinamos, nem nos tornamos desertores, nem mesmo covardes - todas essas expressões vinham-lhes com tanta facilidade. Amávamos nossa pátria tanto quanto eles e avançávamos corajosamente em cada ataque, mas, agora, já sabíamos distin¬guir, aprendemos repentinamente a ver, e, do mundo que haviam arquitetado, víamos que nada sobrevivera. De súbito, ficamos terrivelmente sós - e nós tínhamos de nos livrar de toda essa embrulhada."

REMARQUE, Erich Maria. Nada de novo no front. São Paulo: Abril Cultural, 1981. p. 16.

1 Segundo o texto, qual é a função dos professores?
Segundo o texto, os professores deveriam ser os "intermediários, os guias para o mundo da maturidade, para o mundo do trabalho, do dever, da cultura e do progresso, e para o futuro".

2 De acordo com o texto, em que os professores "falharam"?
O texto coloca os professores como incentivadores da participação dos jovens na guerra por amor à pátria. O autor, porém, questiona esse sentimento, pois, ao ver tantos mortos e feridos, percebe que o amor à vida é maior que o amor a seu país.

3 Relacione a posição dos professores daquele período com o nacionalismo.
Naquele período, os professores, e a própria escola, reproduziam a política nacionalista, que incentivava e doutrinava as crianças e os jovens a lutarem por sua pátria.

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